Exposição Trilhando a memória: uma homenagem ao universo ferroviário do RS, de Luiz Eduardo Robinson Achutti

O VI Festival Rio Grande Photofluxo orgulhosamente apresenta a exposição individual Trilhando a Memória – uma homenagem ao universo ferroviário do RS, do fotógrafo Luiz Eduardo Robinson Achutti.

Convidado especial desta edição, Achutti é um dos mais importantes fotógrafos do Rio Grande do Sul, com 40 anos de carreira e uma vasta produção bibliográfica, em Fotoetnografia e fotografia documental.

A exposição conta com 20 fotografias selecionadas pelo autor, num universo de pesquisa de alguns anos, cujo acervo está em processo.

Esta é uma grande oportunidade de conhecer este instigante trabalho sobre o universo ferroviário do RS!

Prestigie!

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SERVIÇO:

Fotografia em Diálogo seguida de Coquetel de abertura de exposição no dia 30/11 (segunda às 17h), no Prédio das Artes Visuais da FURG.

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https://www.facebook.com/events/1090134221011064/

Cartaz expo  Achutti Photofluxo 2015

Confira o release da exposição:

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Trilhando a Memória

Esta exposição representa uma pequena amostra do trabalho de documentação em curso, que visa homenagear o universo ferroviário do RS.

Nossa Rede Ferroviária no Rio Grande do Sul, uma rede centenária desativada para os trens de passageiros trouxe o progresso para diversas localidades do interior. Quando os apitos dos trens de passageiros silenciaram, necessariamente deve ter havido uma significativa mudança
nas mentes, no perfil e na economia de diversas cidadezinhas do RS. Cidades que ficam muitas vezes a dez, vinte quilômetros das estradas rodoviárias que desenham o Rio Grande do Sul.

Este projeto é uma homenagem e o resgate no sentido de preservar a memória da RFFSA/RS é de suma importância histórica, afetiva, arquitetônica e cultural.

Os espaços e os bancos das estações das cidades do interior do RS, pequenas e médias, abrigavam os sonhos dos viajantes que partiam, eram espaços que configuravam a porta de entrada a cidade para aqueles que chegavam ou partiam. Junto com os passageiros vinha o jornal Correio do Povo, as cartas, as trocas de modo geral de um tempo sem Internet nem
celulares. Quantos namoros e casamentos se fizeram ou desfizeram tendo como palco as estações férreas, hoje, muitos deles prédios se não abandonados, certamente decadentes e desfigurados. Porém a memória ainda segue lá, latente, não apenas nos espaços das estações, se não também com os moradores vizinhos ainda sobreviventes.

por Luiz Eduardo Robinson Achutti

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